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Segunda, 06 Maio 2013 13:21

Inovar ou não inovar?

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inovar usabilidadeNa área da Usabilidade essa é uma questão que deixa muitos analistas com dúvidas quando se cria um novo projeto.

Sabe-se que existem muitas convenções que nos ajudam a manter os padrões que estão presentes em diversas aplicações, e mudar tudo isso às vezes não é bom.

Neste ponto, depara-se com a importância de usar estas convenções para não prejudicar o usuário, pois é intuitivo e não dá para mudar algo que os usuários já estão acostumados.

Alguns exemplos:

Disquete
A nova geração nunca viu um desses de perto, mas experimente usar outro ícone para ver se o usuário não fica perdido.

Carrinho de compras
O carrinho de compras é indispensável em lojas virtuais, simula algo parecido com o que os usuários fazem no mundo real, enchendo seus carrinhos de compras.

Lupa
Existem sistemas usando este ícone para algo totalmente diferente do que uma pesquisa. Todos usam para pesquisa,  porque fazer algo diferente só para confundir o usuário?

Asterisco
Colocar o asterisco em campos obrigatórios é o que todos usam em formulários espalhados na internet e sistemas. Há outros programas usando o negrito como campo obrigatório, mas isso não deixa evidente que aquele determinado campo é obrigatório.  Não deixe que seu usuário tenha uma surpresa quando clicar em salvar/enviar.

Casinha
A casinha é clássica, ajuda a identificar como o usuário volta ao início e não o deixa perdido. Ele se sente confortável quando existe algo para que, quando ele se perder, saber voltar à sua origem.

Pesquisa na posição superior direita
É tão automático ao usuário quando ele acessa um site/sistema procurar a pesquisa nessa posição que não dá para pensar em algo diferente.

Por outro lado, não podemos ser tão radicais ao ponto de ficar engessados em só seguir as convenções. Inovar também é bom, criar novas tecnologias, recursos de interface. Desde que isso não prejudique o usuário, é muito válido.

Pense que usuário não é burro e ele não tem medo de errar. É com interfaces inovadoras que eles crescem em experiência e aprendem explorar, ganhando cada vez mais confiança e conhecimento. Então apenas faça com que seja a melhor experiência de uso para o seu usuário.

Visualizada 7890 Vezes Última alteração Sábado, 15 Novembro 2014 11:39
Ana Cristine Veneziani

Graduada em Sistemas de Informação pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduada em Gestão da Qualidade de Software.

Atua na área de Usabilidade/Experiência do Usuário(UX) desde 2003, participando de grandes projetos como a reestruturação de sites do governo do Estado de São Paulo e sistemas de atendimento ao cliente, aplicando técnicas como testes de usabilidade, testes A/B, análise heurística, grupo de foco, card sorting etc. 

Participou da criação do Manual de Usabilidade para Serviços Públicos, recomendações que estabelece um padrão comum de qualidade dos sites do Governo do Estado de São Paulo.

Atualmente trabalha com sistemas da área tributária brasileira, área extremamente complexa e transformar tudo isso em sistema de um jeito fácil, intuitivo e emocionante ao usuário, para ela é algo totalmente desafiador.

Seu principal objetivo é desenvolver produtos com qualidade e que agreguem valor ao usuário final.

LinkedIn:  Ana Cristine Veneziani

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