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Segunda, 06 Maio 2013 13:22

Tecnologias e as relações familiares

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Tecnologia

Não há dúvidas de que o avanço tecnológico, em todas as áreas do conhecimento humano, coloca à disposição das pessoas interfaces capazes de facilitar o trabalho diário e, em muitos casos, realizá-lo por completo. Aplicadas à medicina, por exemplo, podem salvar muitas vidas que, sem o auxílio desses avanços, estariam condenadas.

Por outro lado não é errado afirmar que nem sempre as mudanças trazidas por essa revolução tecnológica são benéficas. O salto dado pela tecnologia nas últimas duas décadas colocou a humanidade no limiar de grandes mudanças comportamentais, que se fazem notar em todos os aspectos da sociedade e, mais especificamente, dentro das famílias.

As reuniões familiares, onde havia conversa, troca de informações e calor humano, bem como desenvolvimento sócio-cultural, foram substituídas por horas à frente do computador. O trabalhador, após passar oito horas do seu dia envolvido com tecnologias facilitadoras do seu trabalho, ocupa as poucas horas livres que restam de seu dia para entreter-se nas redes sociais espalhadas pela internet, ou simplesmente diante da TV em algum programa cujo conteúdo não lhe trará benefícios intelectuais.

As crianças seguem o exemplo dos pais, e muito mais facilmente se adaptam a todo tipo de tecnologia, uma vez que são altamente exploradas pela indústria do entretenimento infantil. Pipa, peão, amarelinha e outras atividades lúdicas, onde as crianças de antigamente desenvolviam relações sociais, habilidades motoras e raciocínio, são substituídas por cargas horárias cada vez maiores de vídeo-game, cujos conteúdos nem sempre estão adequados à sua faixa etária.

Esses são apenas alguns poucos exemplos de um tema longo e controverso. É certo que a reviravolta tecnológica é irreversível e seu desenvolvimento é ascendente e acelerado. O que pode ser feito, e com urgência, é frear os seus excessos para não desmantelar o último local onde existe ainda algum convívio humano genuíno: a família.

Visualizada 7105 Vezes Última alteração Sexta, 24 Maio 2013 13:17
Ana Cristine Veneziani

Graduada em Sistemas de Informação pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduada em Gestão da Qualidade de Software.

Atua na área de Usabilidade/Experiência do Usuário(UX) desde 2003, participando de grandes projetos como a reestruturação de sites do governo do Estado de São Paulo e sistemas de atendimento ao cliente, aplicando técnicas como testes de usabilidade, testes A/B, análise heurística, grupo de foco, card sorting etc. 

Participou da criação do Manual de Usabilidade para Serviços Públicos, recomendações que estabelece um padrão comum de qualidade dos sites do Governo do Estado de São Paulo.

Atualmente trabalha com sistemas da área tributária brasileira, área extremamente complexa e transformar tudo isso em sistema de um jeito fácil, intuitivo e emocionante ao usuário, para ela é algo totalmente desafiador.

Seu principal objetivo é desenvolver produtos com qualidade e que agreguem valor ao usuário final.

LinkedIn:  Ana Cristine Veneziani

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