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Sábado, 22 Fevereiro 2014 10:58

Como E=mc² pode ajudar sua empresa.

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Não! Eu não vou falar aqui sobre a fórmula da equivalência massa-energia proposta por Albert Einstein. O que eu vou propor aqui é apenas um pensamento que me ocorreu depois de muito analisar empresas e o como elas gastam sua energia em busca de excelência e melhores resultados.

 

No meu ponto de vista, se existe algo que realmente faz a diferença em tudo aquilo que fazemos é a excelência; esta palavra, inclusive, faz parte de muito slogan de empresas por aí. A excelência muda a forma de como as empresas são vistas ao entregarem seus produtos e serviços. Ainda que na maioria dos casos, parte desta excelência não seja diretamente percebida pelo consumidor final, ela de alguma forma os encanta e os faz decidir por uma compra, ou, mais importante ainda, decidir pela segunda e terceira compras tornando-se um consumidor ‘fiel’.

Mas então fica a questão: qual o caminho para a excelência?

Bem, devem existir milhares, o que eu vou compartilhar aqui é só uma forma que encontrei para iluminar este difícil caminho.

Baseado nisto, eu peguei a ideia da equação de Einstein e a transformei, decompondo os termos da seguinte maneira:

E = excelência

M = mentalidade

C = capacidade

Assim, em vez de lermos: Energia = massa x constante da luz ao quadrado; (E=mc²)

Vamos lê-la assim: Excelência = mentalidade x capacidade (excluímos o expoente)

Para o nosso modelo, vamos tratar o ‘C’ de capacidade como uma constante (da mesma forma que na equação de Einstein a velocidade da luz é uma constante). Assim podemos imaginar que sua empresa não tenha condições de aumentar o quadro de funcionários, mas precise ‘aumentar’ a produção para gerar receita de alguma forma, seja criando um novo produto/serviço, seja mudando processos internos, alterando um produto já existente, etc…

No mundo corporativo o termo”capacidade de produção” é algo tão falado que por vezes chega a ser enjoativo. Minha ideia neste post é exatamente “fritar” sua cabeça propondo uma visão que talvez você ainda não tenha notado (digo isto porque com certeza você já deve ter tido ideia parecida mas achou que era besteira).

Com nossa equação decomposta e seus termos conhecidos, vamos à prática.

Pessoas fazem coisas (capacidade)

É fato que empresas são feitas de pessoas. Se a empresa vende coisas, suponho que pessoas produzem coisas em nome desta empresa (eu pelo menos nunca trombei com a senhora coca-cola ou fui abordado por uma maçã gigante cuspindo iPhone, são semprepessoas).

Pessoas pensam (mentalidade)

Se são pessoas fazendo coisas, eu deduzo também que a coisa feita contém, de alguma forma, a mentalidade da pessoa que a criou (Conhece-se a árvore por seus frutos – frase bem conhecida, não?).

Agora pare e pergunte-se duas coisas:

1. Como anda o nível de produção da sua empresa?
2. Como anda o nível de mentalidade aplicado sobre a produção da sua empresa?

Provavelmente a resposta da pergunta 1 é fácil, mas suponho que você tenha martelado um pouco para responder à pergunta 2. O motivo? É muito fácil olhar para algo feito e vê-lo ‘pronto’, mas é extremamente difícil olhar para a mentalidade por trás daquilo que está feito. Esta mentalidade pode estar em um simples tom de voz ao atender seus clientes, na facilidade de se utilizar um software, ou ainda, no nível de ventilação natural que uma determinada construção recebe. Percebem o quão sutil é esta questão? Geralmente estamos aptos a avaliar criticamente tudo aquilo que consumimos, mas raramente utilizamos a mesma medida para analisar aquilo que produzimos. Pense nisto! ;)

Pois bem, voltando à nossa equação, podemos então fazer um exercício imaginário – SIM! Esta equação será sempre imaginária!

Suponho que neste momento você já deve ter deduzido o real valor da nossa equação, mas para aqueles que por algum motivo não o tenham feito vamos esclarecer: O que nossa equação nos diz é que quanto maior for a mentalidade empregada à uma mesma capacidade, maior será o nível de excelência sua empresa vai entregar. Em outras palavras, quando maior/melhor a mentalidade de uma determinada equipe, maior será a excelência que esta mesma equipe entregará. Portanto, atente-se para o fato de que não é apenas o nível de produção que vai deixar sua empresa ‘bem na fita’, mas sim, a mentalidade aplicada naquilo que sua empresa faz de melhor. Isto não quer dizer que você não possa aumentar fisicamente sua capacidade, é claro que pode! O que eu compartilho aqui é que tendo nas mãos uma equipe com um alto nível de mentalidade, toda vez que um membro for adicionado à esta equipe (aumentar o ‘C’) ele trará resultados muito maiores do que os que você provavelmente imaginou ter quando contratou este novo membro. Compreende?! :)

Não vou citar nomes, mas lembro-me de pelo menos dois casos reais de empresas (com mais de 300 funcionários) que conheci e que por falta de mentalidade foram à lona; uma foi vendida quase sucateada, e a outra encerrou suas atividades de vez. Eram empresas com uma infinidade de pessoas trabalhando duro, mas no fim de cada dia nenhuma boa notícia era dada, nenhum resultado expressivo era alcançado.

Estas empresas não conseguiam se sustentar, apreciavam apenas sua capacidade. Produziam, produziam, produziam mais e mais; mas, internamente as pessoas não se conversavam, os departamentos viviam em guerra de egos e vaidade como se fossem empresas diferentes; as pessoas viviam apenas para agradar seus superiores, claro, preocupadas em ganhar cargos e pouco se importavam com a imagem da empresa perante seu público. O resultado no longo prazo não poderia ser outro: Game Over!

Ao contrário dos exemplos acima, posso citar alguns bons exemplos que mostram a aplicação da nossa equação (excelência = mentalidade x capacidade)

Já dissemos que quanto mais você aumentar a mentalidade de sua empresa, maior será a excelência daquilo que você entrega, seja um produto, serviço, etc… Veja a Apple, depois de Steve Jobs (mentalidade chave por trás dos produtos) muitos passaram por lá na tentativa de manter a empresa em pleno voo, mas pouco sucesso foi obtido. O resultado? Uma empresa à beira da falência com milhares de produtos e nenhum fazendo aquilo que deveria: vender. Então quando Steve Jobs retornou à empresa ele fez questão de regular os termos da equação, mantendo a ‘Capacidade’ e aumentando a ‘Mentalidade’. Isto fez da Apple uma empresa mais leve, transformou uma empresa com apenas mais seis meses de vida em uma joia mundial; daí em diante, a história todos conhecem com a série ‘i’, iPod, iPhone, iPad… Uma prova concreta do funcionamento da equação.

Eu poderia citar diversos outros casos, mas resumirei à algumas empresas que vocês mesmos podem ler sobre suas histórias: vejam por exemplo a 37 Signals (http://37signals.com/) que com não mais que 50 funcionários (boa parte deles espalhados pelo mundo) alcançaram um faturamento significativo apenas mantendo o foco na qualidade e simplicidade dos produtos que fabricam. Cada funcionário ali dentro tem a empresa como se fosse sua e nenhuma decisão é tomada com base no ego, mas sempre pensando no como produzir softwares que realmente ajudam as pessoas.

Outro bom exemplo é o Whats App (http://www.whatsapp.com/) outra empresa com não mais do que 50 funcionários mas que foi arrebatada pela bagatela de 19 milhões de dólares.

Se você procurar por aí, você encontrará diversos outros exemplos de empresas construídas com base na mentalidade das pessoas que a fazem.

Então antes de tomar qualquer ação, lembre-se da nossa equação e veja se seus termos estão devidamente ajustados para sua realidade. Seja verdadeiro e transmita esta verdade aos que estão em volta de você. Analise como anda a mentalidade daqueles que fazem sua empresa acontecer!

Críticas e sugestões… mandem bala! ;)
Abraços
Jim

Visualizada 7240 Vezes Última alteração Segunda, 24 Fevereiro 2014 18:13
Jimmy Mayal

Graduado em Análise de Sistemas pela UNESP/Faculdade de Tecnologia do Estado de São Paulo e pós- graduado em Administração de Empresas pela Fundação Getúlio Vargas.

Profissional e entusiasta(não necessariamente nesta ordem), transita na área de tecnologia desde os tempos do finado PC-XT com 512KB de RAM e disquetes de 5-1/4 (comecei com 12 anos, ok?). Trabalhou em projetos ligados à genética aplicada, chips EMV, automação bancária e outros tantos próprios; atuando em empresas como Embrapa, DHL e Bradesco.

Atualmente trabalha como analista de produtos/negócio em uma empresa de desenvolvimento de softwares tributários e usa o pouquíssimo tempo que sobra para escrever, ora neste blog, ora em uma obra de ficção científica. ;)

 

Website: www.twitter.com/jimmayal

1 Comentários

  • Link do comentário Hélder Andrade Sexta, 26 Fevereiro 2016 20:15 Postado por Hélder Andrade

    Boa noite, baita de uma postagem, fiz questão de compartilhar no meu Facebook e marcar amigos, parabéns pela publicação.

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